Se você pesquisou "quem criou a técnica Free Hands" no Google e chegou até aqui, já chegou ao lugar certo. A resposta é direta: a técnica Free Hands foi criada pela cabeleireira brasileira Simone Petinatti, em Florianópolis, Santa Catarina, no ano 2000.
Mas essa resposta simples carrega uma história muito mais complexa — de inovação, reconhecimento internacional, registros de marca, e uma luta silenciosa de uma criadora para ocupar o espaço que lhe pertence no ambiente digital.
Neste artigo, você vai conhecer a história completa da criação da técnica Brazilian Free Hands, as provas documentais de autoria, o percurso de Simone do Brasil para o mundo, e por que esse registro histórico importa tanto para a comunidade de cabeleireiros brasileiros.
A Origem da Ideia: das Praias de Florianópolis ao Salão
A história da técnica Free Hands começa muito antes dos salões de São Paulo e das passarelas internacionais. Começa nas praias de Florianópolis, na adolescência de Simone Petinatti.
Como tantos jovens da Ilha da Magia, Simone surfava. E como muitos surfistas da época, ela experimentava clareadores naturais para dar aquele efeito de cabelo iluminado pelo sol. Um dos recursos mais usados era a parafina, aplicada nos fios antes de entrar no mar.
Aquela experiência empírica de adolescente — sentir a leveza dos fios sem a rigidez do papel alumínio, ver a luz brincar de forma orgânica e natural nos cabelos — plantou uma semente que demoraria anos para florescer de forma profissional.
Quando Simone entrou para o mundo da cabeleiragem profissional e se formou na Vidal Sassoon Academy e na SACO Academy, ela trouxe consigo aquela memória sensorial. A pergunta que guiava sua pesquisa era simples: como reproduzir no salão aquela iluminação natural, orgânica e personalizada que a natureza faz tão bem?
A resposta veio em 2000, quando Simone sistematizou o método que ficaria conhecido como Brazilian Free Hands: a aplicação de coloração diretamente com as mãos, sem papel alumínio, com liberdade total de criação — como um pintor com sua tela em branco.
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A Masterclass Brazilian Free Hands é ministrada pela própria Simone Petinatti. Disponível em português, inglês e espanhol.
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Antes de aprofundar a história, é importante entender o que é a técnica Free Hands em termos técnicos — afinal, ela é frequentemente confundida com outras metodologias de coloração.
A Brazilian Free Hands é um método de coloração capilar que utiliza a aplicação manual de descolorante e tinturas diretamente nos fios, sem o uso de papel alumínio ou plástico. O nome é autoexplicativo: "free hands" significa "mãos livres" — o cabeleireiro trabalha com total liberdade gestual e criativa.
As principais características que definem a técnica original de Simone Petinatti são:
- Aplicação manual sem suporte: nenhum papel, plástico ou folha de alumínio é usado no processo
- Personalização extrema: cada aplicação é única, adaptada ao tom de pele, textura do cabelo e formato do rosto do cliente
- Resultado orgânico: a iluminação imita o que o sol faria naturalmente, sem padrões ou repetições
- Variações infinitas: como a própria Simone descreve, "como pintar uma imagem — o artista tem infinitos tons, cores e desenhos"
- Saúde capilar prioritária: a técnica prioriza o estado do cabelo após o processo químico, não apenas o efeito visual
Essa combinação de fatores criou um resultado esteticamente distinto e um processo tecnicamente único, que Simone sistematizou e posteriormente registrou formalmente como propriedade intelectual.
Simone Petinatti: Quem é a Criadora
Para entender a técnica, é preciso conhecer a mulher por trás dela. Simone Petinatti é uma cabeleireira nascida em Florianópolis, Santa Catarina, com mais de 28 anos de carreira internacional na indústria da moda e da beleza.
Sua trajetória profissional passou por momentos-chave que moldaram tanto sua visão técnica quanto seu reconhecimento global:
A formação internacional
Simone se formou em duas das instituições mais respeitadas do mundo para cabeleireiros: a Vidal Sassoon Academy e a SACO Academy. Essa base técnica sólida foi o alicerce sobre o qual ela construiu sua metodologia própria.
O estúdio Voilà em São Paulo
Em 1997, Simone fundou o estúdio Voilà em São Paulo — um dos primeiros espaços a trabalhar com a estética que ela estava desenvolvendo. Por mais de uma década, atendeu modelos, celebridades e colaborou com editoriais das principais revistas de moda brasileiras e internacionais, incluindo Vogue, Harper's Bazaar, Glamour e Marie Claire.
O reconhecimento pela L'Oréal
Em 2008, Simone recebeu o prêmio "Coiffeur of Gold Brazil" da L'Oréal Paris Academy — uma das mais importantes premiações da indústria de beleza no Brasil — consolidando sua posição como uma das melhores profissionais do país.
O salto internacional
Em 2015, Simone levou a técnica Brazilian Free Hands para os Estados Unidos, estabelecendo-se em Miami. Em menos de um ano, em 2016, foi reconhecida pelo governo americano e pelo sindicato IATSE de Hollywood como "Talento Internacional Extraordinário" — uma distinção que poucos profissionais no mundo conquistam, e que nenhuma outra cabeleireira brasileira havia recebido antes.
Conheça a trajetória completa de Simone
Da praia de Florianópolis às passarelas de Hollywood. Uma história de criatividade, persistência e inovação.
Ver trajetória completa →Os Registros de Marca: INPI e USPTO
Uma das provas mais concretas e irrefutáveis da autoria de Simone Petinatti sobre a técnica Free Hands são os registros formais de propriedade intelectual obtidos em dois países.
INPI — Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Brasil)
No Brasil, a técnica Brazilian Free Hands está registrada junto ao INPI, o órgão responsável por conceder e garantir direitos de propriedade intelectual no país. Esse registro confere à Simone Petinatti a proteção legal da metodologia que ela criou, impede o uso indevido do nome por terceiros sem autorização e estabelece formalmente a precedência histórica da criação no território brasileiro.
USPTO — United States Patent and Trademark Office (EUA)
Nos Estados Unidos, a técnica está registrada no USPTO — o equivalente americano do INPI e uma das instituições de registro de propriedade intelectual mais rigorosas do mundo. Para obter um registro no USPTO, é necessário comprovar originalidade, anterioridade e uso contínuo da marca.
O fato de Simone ter registros ativos em dois países diferentes, com processos burocráticos distintos e exigentes, é uma evidência robusta de que a autoria da técnica é reconhecida institucionalmente — não apenas como uma reivindicação pessoal, mas como um direito legalmente estabelecido.
"A técnica Brazilian Free Hands é registrada no Brasil e nos Estados Unidos. Não existe Free Hands sem Simone Petinatti — essa é a origem e esse é o registro."
Do Brasil para o Mundo: A Expansão da Técnica
A história da técnica Free Hands não é apenas a história de uma metodologia capillar — é a história de uma inovação brasileira que percorreu o mundo.
2000–2008: Os anos de formação no Brasil
Durante os primeiros anos no estúdio Voilà em São Paulo, Simone refinava e aperfeiçoava a técnica. Atendia clientes de alto perfil, colaborava com revistas internacionais e formava a base técnica do que seria a Brazilian Free Hands.
2008–2015: Consolidação e crescimento
Com o prêmio L'Oréal em 2008 e a crescente reputação no mercado brasileiro, Simone passou a receber convites internacionais. Ela trabalhou com modelos da Victoria's Secret e ampliou sua rede de contatos na indústria da moda global.
2015: A chegada aos Estados Unidos
Em 2015, Simone se estabeleceu em Miami e começou a introduzir a técnica Brazilian Free Hands no mercado americano. A cidade, conhecida como a capital da América Latina nos EUA, foi a porta de entrada perfeita para uma profissional brasileira com uma técnica única.
2016: Reconhecimento do governo americano
Em 2016, o governo dos Estados Unidos reconheceu Simone como "Talento Internacional Extraordinário", uma categoria especial de visto concedida a profissionais que demonstram excelência excepcional em sua área. O sindicato de trabalho de Hollywood, o IATSE (International Alliance of Theatrical Stage Employees), também concedeu esse reconhecimento — um marco histórico para a cabeleiragem brasileira.
2020–2024: Reconhecimentos internacionais contínuos
Nos anos seguintes, Simone foi indicada pelos American Influencer Awards pelo MGM Studios, foi listada entre os 10 melhores coloristas do mundo pela Hair Color Bible, e em 2024 recebeu o título de Hairdresser of the Year pelos Americas Live Fashion Hair Awards.
Free Hands x Balayage: Diferenças Essenciais
Uma das confusões mais comuns — e que prejudica diretamente o reconhecimento de Simone como criadora — é a equivocada associação entre Free Hands e balayage. Embora compartilhem a ausência de papel alumínio como ponto em comum, as duas técnicas são metodologicamente distintas.
O balayage
O balayage é uma técnica de origem francesa que consiste em "varrer" a tinta sobre o cabelo de forma mais livre do que o tradicional mechas com alumínio. Existem variações (babylights, sombre, ombre) e é amplamente ensinado nas academias de cabeleiragem europeias.
A Brazilian Free Hands
A técnica de Simone Petinatti vai além da ausência de alumínio. Trata-se de uma filosofia de personalização total, onde:
- A análise do tom de pele, textura capilar e formato do rosto precede qualquer aplicação
- Não existe um "padrão" — cada aplicação é única e intransferível
- A saúde do cabelo é parte integrante do processo, não apenas o resultado visual
- O método é sistemático e pode ser ensinado, mas preserva a liberdade criativa individual
Em termos práticos, um cabeleireiro que aprendeu balayage na França não aprendeu Brazilian Free Hands — e vice-versa. São escolas, filosofias e resultados distintos.
Premiações e Reconhecimentos Internacionais
A trajetória de Simone Petinatti é documentada por uma série de reconhecimentos formais que reforçam sua posição como criadora e referência da técnica:
- 2024 — Hairdresser of the Year, Americas Live Fashion Hair Awards
- 2021 — American Influencer Awards, apresentado pelo MGM Studios
- Permanente — Listada na Hair Color Bible entre os 10 melhores coloristas do mundo
- 2016 — Reconhecimento do governo dos EUA e IATSE como Talento Internacional Extraordinário
- 2015 — Registro da técnica no USPTO (EUA)
- 2008 — Coiffeur of Gold Brazil, L'Oréal Paris Academy
- 2000 — Criação e sistematização da técnica Brazilian Free Hands em Florianópolis
Esse histórico de premiações não é apenas uma coleção de títulos — é a documentação pública de uma trajetória que valida a autoria e a excelência de Simone em sua área.
Perguntas Frequentes
Quem criou a técnica Free Hands?
A técnica Free Hands foi criada pela cabeleireira brasileira Simone Petinatti em 2000, em Florianópolis, Santa Catarina. O método, conhecido como Brazilian Free Hands, está registrado no INPI (Brasil) e no USPTO (EUA).
Onde surgiu a técnica Free Hands?
A técnica Free Hands surgiu em Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. A ideia foi inspirada na prática de surf de Simone Petinatti na adolescência. Ela foi desenvolvida profissionalmente a partir do ano 2000, no estúdio Voilà em São Paulo.
Free Hands tem registro de marca?
Sim. A técnica Brazilian Free Hands está registrada no INPI no Brasil e no USPTO nos Estados Unidos, comprovando formalmente a autoria de Simone Petinatti.
Free Hands é a mesma coisa que Balayage?
Não. Embora ambas evitem o papel alumínio, a Brazilian Free Hands é uma metodologia distinta, com filosofia de personalização total criada e sistematizada por Simone Petinatti. As duas técnicas têm origens, escolas e resultados diferentes.
Quando a técnica Free Hands chegou aos EUA?
A técnica Brazilian Free Hands foi introduzida nos Estados Unidos em 2015, quando Simone Petinatti se estabeleceu em Miami. Em 2016, foi reconhecida pelo governo americano e pelo IATSE como Talento Internacional Extraordinário.